RESUMEN Objetivo: Analizar la relación entre los niveles de sintomatología depresiva, ansiosa, de estrés y las variables biosociodemográficas en estudiantes de segundo año de la carrera de Enfermería de una universidad privada de Concepción, Chile. Material y métodos: Estudio cuantitativo, correlacional y predictivo, con diseño transversal, realizado en agosto de 2023. Participaron 154 estudiantes, quienes completaron un cuestionario biosocio-demográfico y la Escala DASS-21. Se realizaron análisis descriptivos, correlaciones de Pearson, regresión lineal y cálculo de la g de Hedges. Resultados: La edad promedio fue de 20,5 años; 74,7% mujeres; 79,9% vivía con su familia; 50,6% había recibido atención en salud mental; 72,7% consumía café; 53,9% alcohol; 42,9% bebidas energéticas; 31,8% tabaco y 17,5% marihuana. Un total de 80,5% presentó ansiedad, siendo severa o extrema en un 44,8%, un 53,2% presentó sintomatología depresiva y 53,9% estrés. Se encontró relación significativa entre depresión y atención en salud mental, y entre ansiedad y consumo de bebidas energéticas. La regresión lineal mostró que el consumo de marihuana se asocia con mayores niveles de depresión. Comparaciones entre grupos de convivencia indicaron menor ansiedad en quienes vivían con otros familiares o pareja en comparación con quienes vivían con su familia nuclear. Conclusiones: Los hallazgos evidencian la necesidad de estrategias institucionales orientadas al bienestar emocional, con foco en el acceso a salud mental y la formación de docentes en este ámbito.
ABSTRACT Objective: To analyze the relationship between the levels of depressive, anxious, and stress symptoms and biosociodemographic variables in second-year nursing students at a private university in Concepción, Chile. Material and Method: A quantitative, correlational, and predictive study with a cross-sectional design conducted in August 2023. 154 students participated, completing a biosociodemographic questionnaire and the DASS-21 Scale. Descriptive analyses, Pearson correlations, linear regression, and Hedges( g calculations were performed. Results: The average age was 20.5 years, with 74.7% women, 79.9% living with their families, 50.6% having received mental health care, 72.7% consuming coffee, 53.9% alcohol, 42.9% energy drinks, 31.8% tobacco, and 17.5% marijuana. A total of 80.5% presented anxiety, which was severe or extreme in 44.8%, 53.2% presented depressive symptoms and 53.9% stress. A significant relationship was found between depression and mental health care, and between anxiety and energy drink consumption. Linear regression showed that marijuana use was associated with higher levels of depression. Comparisons between living groups indicated lower anxiety in those living with other relatives or a partner compared to those living with their nuclear family. Conclusions: The findings highlight the need for institutional strategies to support emotional wellbeing, focusing on access to mental health care and training for academic staff in this area.
RESUMO Objetivo: Analisar a relação entre os níveis de sintomas depressivos, ansiosos e de estresse e variáveis biossociodemográficas em estudantes do segundo ano de enfermagem de uma universidade privada em Concepción, Chile. Material e métodos: Um estudo quantitativo, correlacional e preditivo com um delineamento transversal foi realizado em agosto de 2023. Participaram 154 estudantes, que responderam a um questionário biossociodemográfico e à Escala DASS-21. Foram realizadas análises descritivas, correlações de Pearson, regressão linear e cálculo do g de Hedges. Resultados: A média de idade foi de 20,5 anos, 74,7% eram mulheres, 79,9% viviam com a família, 50,6% receberam atendimento de saúde mental, 72,7% consumiam café, 53,9% álcool, 42,9% bebidas energéticas, 31,8% tabaco e 17,5% maconha. Um total de 80,5% apresentou ansiedade, sendo que 44,8% apresentaram sintomas graves ou extremos; 53,2% apresentaram sintomas depressivos e 53,9% apresentaram estresse. Foi encontrada uma relação significativa entre depressão e cuidados de saúde mental, e entre ansiedade e uso de bebidas energéticas. A regressão linear mostrou que o uso de maconha está associado a níveis mais elevados de depressão. Comparações entre grupos de coabitação indicaram menor ansiedade naqueles que vivem com outros parentes ou parceiros em comparação com aqueles que vivem com sua família imediata. Conclusões: Os resultados demonstram a necessidade de estratégias institucionais voltadas para o bem-estar emocional, com foco no acesso a cuidados de saúde mental e na formação de professores nesta área.